sexta-feira, 11 de maio de 2012

Meu Momento


Um dia normal, com rostos banais e um pouco de esperanças.
O que é um amanhecer e um deitar a noite?
O que são muitas das coisas que não posso responder?

Principalmente sobre os meus momentos, medos, vontades e etc.
E por muito tempo venho escrevendo, inventando e fantasiando
Coisas que ninguém pode tornar realidade
Simplesmente porque não há um passo nesse meu momento.
É tudo muito injusto, o mundo para mim e eu para o mundo.

O que seu olhar meu passou?
O que suas entrelinhas querem tanto dizer?

Meu momento de decidir chegou
E agora é preciso arriscar
Deixar de lado medos, receios, erros e falhas
Deixar de lado entre o querer e ir, mas não esquecer.

Ninguém quer machucar e ninguém quer ser ferido
No fundo nos preocupamos com a coisa errada.
É errado ferir, é errado machucar, mas é mais errado
Achar que isso nunca irá acontecer
E na primeira dor querer sumir com tudo
Talvez todos precisem de uma segunda ou terceira chance.

O meu momento não é apenas meu, é de muitos outros e outras
Aquele momento que queremos partir, mas não dá para permanecer.

Ainda continuo pequeno e sem muitas forças
E aos poucos vou fortificando o que nunca deveria ser fraco
Meus ou não, existem muitos outros momentos para se viver
E vou fazer isso, mesmo achando que deveria ficar naquele momento
De apenas sonhos, fantasias e delírios
Mas o tempo de vegetar começou a terminar.


quarta-feira, 2 de maio de 2012

Lado


Não preciso de uma declaração, doces palavras e lindos textos
Só preciso do seu olhar me dizendo para continuar olhar
Me calar naquele luar me despertar daquele sono.

Não preciso de um poema ou lindas frases
O seu oi sincero seguido de um abraço é o suficiente.
Como rejeitar o pouco, eliminar o muito e sempre ter o suficiente?

Diversos defeitos para administrar
E aos poucos fui esquecendo minhas qualidades
Criando um lado neutro de mim mesmo
Incapaz de dizer, tocar, respirar, absorver e devolver.

Algo é o que eu não sei, senti e vi
Em algum lado há uma versão melhor de mim talvez ao teu lado
Simplesmente por ter tido coragem de falar
O que o momento pedia que fosse falado
É muita culpa para uma pessoa apenas?

Mas com o tempo fui aprendendo
Que entre dois olhares que merecem ficarem juntos
Arde uma inquietação que movimenta até o limite do impossível
Sem receios, culpas, protocolos e regras. Apenas o desejo.

Aquele desejo de não haver lados
Apenas um comum incomum com mistos de sentimentos
Nobres e desconhecidos que no final chamamos de paixão ou amor.

Existe um lado de mim tão diferente de mim
Oculto e adormecido, que abre o olho, mas não acorda.
Esse lado tão diferente que talvez espera por você
Mas que erra por esperar o que deveria buscar
O lado que delibera, sonhar, prever, calcular e fazer o certo
Um lado de mim, tão diferente de mim, criado apenas para lhe beijar.
Como dizer o quanto é encantadora sem ser repetitivo?
Como dizer o quanto é encantadora e ser original?
Como prender a respiração para que não perceba meu coração?
Como prender a respiração para não deixar as palavras escaparem?
Por que tantas dúvidas? Medos e receios?
Por que não simplesmente tocar em ti e dizer?
Por que esperar até o momento que acho perfeito?

Só posso lhe dizer que preciso absorver
Todas as peculiaridades do seu ser
Para que quando exista o momento
Possa devolver com um beijo especial
E lhe mostrar, que não importa o que passou
É tudo tão único como o big ban que nos trouxe até aqui.



quinta-feira, 19 de abril de 2012

Não existe


Caricias, papos, deslizes, paixão, amor, surpresas e tristezas
Não existe nenhum sentimento que você não possa trazer
Mesmo não existindo, torna várias coisas tangíveis.

Primavera, verão, outuno e inverno
O tempo passa em ciclos interminaveis
Seu perfume, seu olhar, sua energia, tua pele
Nunca consegui tocar, mas já imaginei diversas vezes
A noite inesquecível, o passeio especial, o beijo sem palavras.

Problemas, soluções, estrategias, calculos, desencontros
Como imaginar o que não posso viver?
Como prever se não posso reagir?
Como planejar se não posso lhe chamar?

Bytes, caracteres, letras, versos, estrofes, textos e romances
Infinitos universos onde você possa existir
Mas, aqui, tão perto de mim é apenas um vazio.

Até onde essas comparações irão me levar?
E Se houvesse um caminho perfeito para encontrar?

Não existe nada maior do que aquela ausencia de mim mesmo
De saber que posso ir longe, mas prefiro ficar perto
Com medo que você passe e não me veja
Que ao acordar não tenha para quem dizer “Bom dia”.

Não existe problema em tentar, em amar e errar
Desejar constantemente que você algo fosse real.
Não existe uma forma exata de saber e descobrir
Mas alguém pode ajudar, aquele alguém que irá surgir
Do inicio ao fim será a peça constante que nunca existiu.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Ventos poéticos: Resenha e Promoção


Há muito tempo atrás comecei a escrever. Escrevia não sabia o motivo, mas gostava. Com tempo fui me aproximando dessa arte que é a poesia. E recentemente ao procurar livros de poesia para ler, fiquei sabendo de um que era uma antologia: Ventos poéticos.

Mas o que é uma Antologia? Tia Wiki explica: http://pt.wikipedia.org/wiki/Antologia

Demorei um pouco para ler e conferso que não li tudo ainda, mas o suficiente para vim emitir minha opinião, até mesmo porque poesia tem que ser lida no momento certo para sentir toda a sua expressão e explosão de sentimentos.

O livro tem aproximadamente 30 participantes, incluindo o organizador Cristiano Rosa sendo impresso pela Editora Literata.

Há várias tématicas abordadas no livro o que torna uma leitura boa, pois dependendo do dia ou do que queremos é possivel procurar exatamente aquilo que procuramos. São versos tão pessoais que muitas vezes é possivel se identificar e pensar "Eu poderia ter escrito isso".

Por fim é um livro que vale ter em casa, por sua simplicidade, pelos versos ali escritor, pela facilidade de ter tão perto belos versos escritos por pessoas comuns. Infelizmente não tenho os dados para repassar a forma de compra, na época entrei em contato com o organizador, possivelmente é só fazer o mesmo.

Promoção

Você tem que produzir uma poesia de sua autoria, postar em alguma rede social que lhe pertence e a que tiver maior métrica será a ganhadora.

Inicio: Na publicação do post
Fim: Após três participações a promoção irá se encerrar 20 dias depois.

Regras:
Postar o link de onde postou o texto aqui nos comentários dizendo que está participando; ( Se não for participar pode comentar também).
A postagem precisa ser numa rede pública ou onde eu possa acessar (se for o caso me manda o convite);
Mínimo de Três participantes para promoção valer (Chame seus amigos \o)
No inicio ou no fim da postagem da poesia precisa ter: "Espalhe meus Ventos Poéticos e participe também http://migre.me/8K8Tr "

Atenção: Não é preciso seguir o blog caso não queira, mas ficarei feliz se fizer;
Em caso de empate haverá outra rodada para desempate.

O envio do livro é alguns dias após o encerramento da promoção;
Além do livro haverá um marcador;
Entende-se por métrica, coisas como compartilhamentos, curtidas, comentários, RT'S e etc;
Se houver mais de uma métrica no mesmo texto será levado em conta a de maior quantidade;
Podem participar quantas vezes quiserem, com textos diferentes é claro

Qualquer dúvida estou disposição.




segunda-feira, 16 de abril de 2012

Sentimentos


Onde está aquela voz que me acalma, aquece e protege?
De tudo que imaginei, de tudo que tive, de todos sentimentos
Há muito para agradecer e querer de novo
Mas nada chega tão perto daquilo que sinto por você.

Procurando uma rotina fora da rotina
Procuramos porque encontramos
Porém não foi possível permanecer onde tudo
Possa ser calmo e emocionante.

Cada passo que dou é para lhe beijar
Inutilmente tento dissipar o que não pode sair por ai
Todos esses sentimentos que não tenho para quem dar
São poderosos demais para ficar dentro de mim.

Entre tantos versos que posso rimar
Não iremos nos encontrar
Todos os sentimentos estão se dissipando.

Relembro tantos entrelaces
E todos esses sentimentos que não tenho para quem dar
Libertados em dias solitários
Acalmando e perturbando
Cuidando e destruindo
Deixando muitos felizes
Oscilando entre amor e dor
Sem saber onde deve parar ou quem deixar.

E todo esses sentimentos que não tenho para quem dar
Deveria servir para mim
Mas precisamos de algo
Para manter, ficar e permanecer
Algo que sozinhos não podemos criar.


sexta-feira, 13 de abril de 2012

Cuide bem


Algum Deus esqueceu de cruzar nossas histórias
No momento, que agora queria dizer “É o certo”.

Vamos andar juntos, mas a cada cruzamento terei que parar
Suas curvas não são as mesmas que a minha.
E mesmo desejando seguir por seus passos
O que você vai atrás não é o que me pertence
Por isso ficarei aqui cuidando bem de mim
Até decidir o caminho mais certo para seguir.

Histórias de amor não é como um tcc
Onde a metodologia é facil de seguir.
As dificuldades surgem em forma de sentimentos destrutivos
Dúvidas que nenhuma experimento pode responder
Passos que nenhum autor pode indicar.

Preciso cuidar bem de algo
De mim, de ti, de todos e ainda persistir
Conquistar o que todos dizem que mereço
Mas para isso teria que arriscar perder
Aquilo que cuidei tão bem para ter.

Tenho seu abraço, carinho, contato, uma atenção só minha
Tenho algo seu, que não é meu, nem nosso.

Cuide bem de mim, mesmo que não queira a mim
Esteja, mesmo que vá partir
Não der, se não pode manter.

Mesmo sem corresponder cuide bem
Não deixe que ele se vá sem cuidar
Sem que eu saiba, daqui um tempo, que valeu lhe amar.

domingo, 8 de abril de 2012

Conhecer


Tento manter meu coração por perto
Seguir o normal e o tão banal social
Criando histórias longe da minha realidade.

Tento manter o amor perto de mim.
Beijos discretos, abraços fortes, mas coração sempre apertado
Falta algo que não sei onde buscar.
Algo que nunca saberei como encontrar.

Tento conhecer várias histórias de amor
Para descobrir onde possa me encaixar
Onde possa ser encontrado
E ter aquele tão esperado doce beijo realizado.

Tento conhecer o que já conhecia
Sem ter tido tempo para notar
E aos poucos tudo foi surgindo
Como um destino mal escrito
Onde duas vontades possam consertar o final
Escolher os beijos, os abraços, desejos e emoções.

Me disseram para não ir tão longe quando se tem perto
Mas ninguém reparou que estou perto.
Perto daquela sensação especial que dura mais de um segundo
Planos absurdos, erros já cometidos e o impossível possível.

Abraços inocentes e suave beijo com medo do adeus.
Uma incompreensão da realidade ou intervalo da rotina?
Quando se quer descobrir um novo amor
Não nos importamos com alguns detalhes
Apenas fazemos acontecer em cada canto que for.

Não posso prometer muitas coisas
Tão menos amores e paixões
Mas quando se quer quebrar as regras
Algo importante está acontecendo.

Dúvidas e medos.
Como suas qualidades
Irão se encaixar em sua face?

Tentei ficar por perto
E de tão perto nosso lábios se entrelaçaram
Mesmo que na imaginação
Quero seguir com a fantasia
Com suspiros de possibilidades.

Não sou muito
Não sou pouco
Não sou médio
Sou algo para se conhecer e não julgar.

Se existir uma chance disso acontecer
Se minhas palavras lhe tocarem
Como minhas mãos tocam você em meus sonhos inventados.

Se algum dia
Depois de tantos sentimentos e momentos
Puder lhe devolver os risos que muitos roubaram
Estarei feliz.

Quero lhe conhecer
Quero que me conheça
Além de nossas doces palavras
Conhecer um pouco que ambos precisam
E encaixar o que sempre vive deslocado.




---
Antes de se apaixonar e amar, de alguma forma é preciso conhecer. Quanto mais conhecemos, mais podemos decidir. Quanto melhor somos conhecidos, melhor podemos ser.

Especial para ti, de alguma forma trouxe essa vontade de escrever algo especialmente pensando em você.


terça-feira, 3 de abril de 2012

Como dizer


O mundo oferece tantos convites
Como saber qual realmente aceitar?
O mundo oferece tantos convites
Como saber se não devo fazer minha própria festa?

Ambiguidade está apenas em nossa imaginação
Quando não sabemos o que realmente deve ser real.
Atordoando tudo, quando o que é imaginação vira real
Qualquer beijo apressado nem sempre será correspondido.

Você confundiu tudo o que eu não sei
Coisas tão abstratas, rabiscos sem formas
Você separou tudo sem tirar do lugar
Cruzou linhas confusas que estão confudamentes definidas.

Como esconder de ti o que nego em mim?
Dizer sem entregar, sem a guarda baixar?
Como suas palavras não irão falar
Dizer o que meu corpo quer ouvir sem minha razão negar?

Não confunda para sempre o mundo ao me definir
Querendo para si o que devia ser para mim.
Não sei aceitar, não sei doar, não sei assimilar
Qualquer outra coisa senão aquela louca incompreensão.

Você pediu um carinho
Lhe dei um mundo de sentimentos.
Lhe mandei tudo de bom que não pertencia a ninguém
Valente coração que só quis amar só não soube como dizer.

Como lhe amar, sem que você se sinta na obrigação de retribuir?
Como lhe dizer, sem que você se sinta na obrigação de ouvir?
Como expressar, sem que você se sinta na obrigação de perceber?
Como fazer isso e mais um pouco sem desejar que desvie seu olhar?
Olhe apenas um pouco para mim
Talvez assim eu tenha como lhe dizer.


terça-feira, 27 de março de 2012

Não vai

Errei a cor, a música, alguns sabores, o passo e as danças
Vários erros até poder conhecer cada pedaço seu.

Nossos passos em conversas soltas e mensagens curtas
Longas historias sem falar ou dizer
Percebendo um no outro as aventuras, medos e desejos
Tudo que os lábios não falaram.

Tentei entender, decifrar a mim mesmo
Entender, compreender, suportar, controlar...
Controlar meu impulsos quando sua imagem surge em mim.
Controlar aquelas partes que tremem quando você chega.

Mandei dicas de um futuro
Mensagens sem sentido carregadas de significados.

Um até logo dizendo para não ir
Implicância para provocar seu lado mais nobre
Esperando para saber quando seria convidado a ficar
Mas, não pense que preciso ficar
Apenas decidi permanecer, por lhe querer.
Um querer sem atributos e rotulos.

Há uma troca no nosso olhar
Que não dá para explicar
Trazendo aquela sensação de querer cuidar
Não para proteger ou consolar e sim lhe mostrar
Fazer com o que sinta que há mãos, ombros e palavras
Que se importam contigo.
Um importar sem motivos ou razões
Preocupado apenas em participar do seu sorriso.

Não vai...
Não deixe seus medos e receios falarem mais altos.

Fugindo sem ir
Aproveitando por um momento o que deveria ser sempre.

O que significa cuidar?
Você não precisa responder
Se sentir o quanto lhe quero bem.

O que significa ser forte?
Você não precisa demonstrar
Se apenas não ir.

O que significa querer para sempre?
Não precisamos de significados
Quando estamos ocupados
Vivendo a definição.

O que significa querer bem?
Se para isso precisamos conhecer
Cada pedacinho dos segredos e passado
Sem se preocupar em ser o que queremos que fossem.

O que significa aqueles atos estupidos?
Um chamado de socorro?
Um medo de falar a verdade?
De perder o que não temos de fato?
De conquistar e não ser conquistado?

O que significa amar?
Se desde inicio estava ocupado para lhe perceber.

Desde o inicio todas aquelas partes, apenas diziam: Não vai.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Não é assim


Bem diferente do que todos irão falar
É o que iremos fazer e realizar
Muito diferente do que vamos sentir
Foi o que imaginamos para nós dois.

Aquelas negação tão inocente em não ver e perceber
Todos os passos para trás que dei sem sair da sua frente.

Sua voz tão alta, cobrando coisas que você não me deu
Nem ao menos uma explicação para lhe dar.
Seu corpo tão exaltado cobrando o que teria lhe dado
Se soubesse ao menos pedir.

O que vamos realizar se não estamos mais vivendo?
O que vamos doar se não há mais perspectivas?
Por que negociar se não sabemos mais o que dar um ao outro?
Por que negociar se não sabemos o que queremos receber?

Lagrimas irão cair, no rosto, nos pensamentos em todo lugar
Quando a manhã despertar e sua mão não estiver ao meu lado.
Quando seu rosto eu não puder mais acariciar.
Várias coisas e momentos apenas nossos serão sublimados
Tornando todo o motivo desse momento de dor e/ou amor.

Bem diferente do que irão falar
Será todo o sentimento que existiu
Eterno ou breve foi nosso para nós
Não terão que conviver com tudo que abrimos mão
Do caminho que percorremos entre a negação e a aceitação.

No fim, nada morre
No fim, iremos ressurgir?